ARTIGOS

Viktor Frankl era um jovem vienense que aos 15 anos cometeu uma ousadia: escreveu uma carta ao brilhante médico que estava revolucionando o tratamento dasdoenças mentais, um tal Sigmund Freud, seu conterrâneo. Para sua surpresa, recebeu uma resposta.
 
Não se conhece o teor das cartas trocadas entre eles, mas o que aconteceu depois é bem sabido. Viktor resolveu estudar medicina e especializou-se em neurologia e psiquiatria. Viktor foi um dos muito seguidores de Freud e, como quase todos, acabou por se afastar dele.
 
Apesar de respeitar imensamente o criador da psicanálise, o jovem médico divergiu dele em um ponto crucial: enquanto Freud concentrava a pesquisa psicológica no passado de seus pacientes, procurando entender as causas das neuroses, Viktor tinha mais interesse no futuro. Sua crença era a de que o passado pode ser compreendido, mas não mudado. Já o futuro está ao alcance de cada um.
 
Muitos, entretanto, não entendem essa mensagem da vida e se tornam prisioneiros das próprias histórias. A escola de psicologia fundada por Frankl recebeu o nome de logoterapia e tem ajudado milhares de pessoas que se dão conta da importância de estar ligadas a algo que justifica a luta do dia a dia, incluindo os momentos de dificuldade e sofrimento.
 
A teoria de Viktor foi testada em sua própria vida, pois ele foi o prisioneiro nº. 119.104 de Auschwitz, onde conheceu o que pode haver de pior, e não só sobreviveu e conservou o equilíbrio mental, como salvou centenas de companheiros, através da busca permanente de um sentido para toda aquela miséria.
 
“Quem tem um bom ‘porquê’ suporta qualquer ‘como’ “, não se cansava de repetir. Versões atualizadas deste conceito são aplicadas, com sucesso, em muitas atividades humanas, além da psicologia clínica. Um bom exemplo são as empresas bem geridas, que buscam esclarecer os objetivos maiores que justificam as tarefas cotidianas. Mais do que uma técnica de motivação, é um ato de respeito.
 
Funcionários são pessoas, seres pensantes, portadores do medo excessivamente humano do vazio existencial. Líderes bem preparados compreendem essa sutileza da essência humana e tratam de atendê-la.
 
Se conseguimos ver importância no que fazemos, incluindo as conexões com o futuro, então nos colocamos por inteiro. Senão apenas parte de nós vai para o trabalho. A outra parte vai em busca de algum sentido.
 
Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.Todos os direitos reservados.Visite o site da revista: www.vocesa.com.br

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Vamos ver objetivos maiores por trás de tarefas cotidianas?

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