ARTIGOS

 Temos de entender a música do mundo, a mais complexa e incerta, e aprender a dançar com ela, ou seremos convidados a sair da festa

 
 
Reunião convocada pelo presidente da empresa. Na sala, uma grande mesa com crachás à frente das cadeiras indicando o  lugar de cada um. A identifcação do executivo-chefe não estava na cabeceira,  mas em uma lateral. Na cabeceira havia dois crachás, cada um com o nome de um novo “participante”: “Complexidade” e “Incerteza”.  Na outra cabeceira, dois crachás em branco.
 
 
— Não fui eu que convidei esses dois — começou o presidente —, eles apareceram por conta própria e ainda me perguntaram por que eu estava surpreso. Risadas nervosas. O presidente não costumava brincar por brincar. Sempre havia uma mensagem subliminar.
 
— Quando recebi o plano de metas da matriz, acompanhado por um relatório de análise de tendências, me dei conta de que eu já devia ter dialogado com esses dois intrusos muito antes.
 
Todos se mexeram nas cadeiras como se elas tivessem ficado quentes de repente. O presidente, atento a cada movimento, continuou:
 
— Sei que estamos cientes das mudanças do mundo em geral e de nosso setor em particular, mas fazemos de conta que não é conosco. Durante anos dominamos o mercado, mas agora temos concorrentes preparados e, pior, produtos que podem substituir os nossos. Às vezes, acho que a velocidade das mudanças aqui dentro é menor do que lá fora, e isso me preocupa. Ou tratamos de entender a música desse novo mundo e aprendemos a dançar com ela, ou seremos convidados a sair da festa.
 
O objetivo da reunião, disse ele, era preencher os crachás que estavam em branco na outra cabeceira. O que se seguiu foi uma discussão tensa, pois todos perceberam a urgência da situação para a empresa e para o emprego de cada um. Mas o encontro foi produtivo, pois tudo acabou convergindo para dois nomes que preencheram, finalmente, os crachás: “Visão sistêmica” e “Inovação”.
 
— Muito bem, cavalheiros. E agora, como bons anftriões, vamos tratar muito bem esses novos convidados, pois são eles que vão nos ajudar a continuar vivos. Mas eles têm de estar ao lado de cada um de nós, todos os dias, em cada tarefa, por menor que seja. Agora, ao trabalho, pois a Terra girou 60 graus sobre si mesma desde que começamos a reunião — encerrou o presidente.   E foi o primeiro a levantar.
 
Fique atento ao novo ritmo do mundo, porque ele exige um outro passo.   Texto publicado sob licença da revista Você S/A, Editora Abril. Todos os direitos reservados. Visite o site da revista: www.vocesa.com.br

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O novo ritmo

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