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Não descuide das coisas aparentemente banais, pois elas podem ser a diferença entre ser bem-sucedido e fracassar

Este artigo é sobre algo que é trivial nas empresas. Ou melhor, que deveria ser. Mas, pra começo de conversa, o que significa ser trivial, afinal de contas? Bem, trivial é algo corriqueiro, normal, até banal. Enquanto fazemos coisas triviais não nos dedicamos a nada especial, digno de nota. Ficamos no básico. Na mesma linha, comer um prato de arroz com feijão, um bife, fritas e uma saladinha, é comer o trivial brasileiro. Aliás, uma delícia.
Para entender melhor, vamos buscar a origem da palavra. Trivial vem do latim trivium, que significa “três caminhos”, e era o nome que se dava ao início da formação acadêmica nas primeiras universidades da Europa. Sem ter passado pelo trivium, o aluno não podia ir em frente. Faz sentido, pois sem ter provado o trivial, não se podia conhecer o especial, o superior, o profundo. E do que constituía o trivium? Essa é a parte reveladora: ele tinha três disciplinas: lógica, gramática e retórica. Em outras palavras, para se aventurar nas disciplinas mais avançadas, o estudante precisa provar que pensava com lucidez, dominava seu idioma e, principalmente, que sabia comunicar-se com qualidade, dialogando com os demais.
No mundo corporativo supercompetitivo da atualidade, há outras coisas triviais, como ter domínio técnico em alguma área e saber organizar e executar um plano de ação. Mas o velho trivium ainda ocupa seu espaço, ainda que forma ampliada. Atualmente é trivial dominar mais de um idioma, é básico entender a lógica de um mundo múltiplo, plural e conectado, e é fundamental saber dialogar.
Talvez seja esta terceira qualidade o maior diferencial, considerando que às outras, comumente se presta mais atenção. A simples prática do diálogo, da disposição para expor seu ponto de vista sem desmerecer o dos demais, é trivial, ou, como já foi dito, deveria ser. O problema do exercício do diálogo é que ele pressupõe ouvir o outro além falar, e, mais que ouvir, respeitar, ponderar, compreender, aproveitar. E isso requer boa dose de disposição e de humildade.
Empresas esperam resultados, jovens desejam construir carreiras. Duas coisas que combinam perfeitamente, desde que se jogue limpo, ou seja, que haja sintonia, entendimento, parceira e… diálogo, entre o jovem e a empresa. Ambos têm expectativas a serem contempladas. Simples assim. Verdadeiramente trivial. Ou não.

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O trivial importante

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